quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Uma nova era

2014 se foi, e na medida do possível foi um bom ano. Fizemos poucos, mas bons shows e plantamos várias sementes para 2015.

No final de 2014 após ser demitido da empresa que trabalhava tomei uma decisão, talvez a maior que eu já tenha tomado em toda a minha vida. Amo música e meu maior sonho sempre foi viver de música, nunca escondi isso de ninguém, só que vivemos num país onde isso ainda é muito difícil. Resolvi montar um estúdio, mas não só um estúdio como os outros que já existem, resolvi que tem que ser um Espaço Cultural, com exposição de todo tipo de arte urbana.

Estou apostando todas as minhas fichas nesse sonho, e acredito que vai dar certo. Finalmente teremos um QG para os ensaios e reuniões do 8mm. Um escritório para marcar os shows. E por falar em shows, consegui fechar uma pequena turnê pelo Nordeste nos dias 30 de Abril, 01, 02, 03 de Maio de 2015.

Um coisa legal que apareceu foi a Liga HCRJ a qual fazemos parte, tenho que comentar sobre isso aqui, porque já faz parte do meu dia a dia. Vejo uma união bacana entre algumas bandas do Rio de Janeiro que querem realmente fazer algo diferente, e que procuram mudanças no jeito que as coisas estão. O respeito mútuo  e o objetivo de fortalecer o que já existe é bem bacana. E o grupo no Whatsapp é no mínimo muito engraçado, além de ser bem produtivo, é claro que algumas pessoas não se identificam e acabam indo embora, normal. Mas os que estão, e participam ativamente podem sim fazer a diferença nesse cenário underground.

A inauguração é em Março de 2015.




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Entrevista na Rádio Estácio de Sá (RJ).

No último dia 26 de setembro de 2014, fomos convidados a fazer uma entrevista na Rádio Estácio de Sá Tom Jobim. Como o pessoal da banda estava agarrado com o trabalho, acabei indo sozinho.

Foi muito legal o bate papo, pude contar algumas histórias da banda e o principal, divulgar o novo disco. Fui muito bem recebido e o pessoal da rádio é classe A demais. Assim que liberarem a gravação do programa eu colo aqui pra galera ouvir.




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Muito prazer, Oito Milímetros!!


Nova formação (ordem da foto): Daniel Machline (bateria), TTon Santos (baixo), Alemão (vocal & guitarra) e Fabio Garcia (guitarra).

Vídeo de Briga de Galo

Esse vídeo foi feito nos moldes DO IT YOURSELF. Inspirado nos tempos que se faziam ZINES de XEROX e se distribuíam nos shows. Era bem assim que a gente se via nas capas e páginas das "revistinhas do underground" nos anos 90. Essa é nossa homenagem aos Zineiros de coração.






Capa do CD Rei da rua criação e arte: Alemão

O disco completo você pode ouvir AQUI!

Esse disco é uma obra aberta, pensamos num novo conceito de disco. Como somos uma banda 100% independente fazemos os discos conforme a demanda. Hoje a facilidade de estar sempre gravando material novo é muito grande, então a opção foi manter 9 músicas fixas e o bônus vamos incluindo ao longo desse processo de criação. Hoje estamos oferecendo como bônus o nosso CD Ao Vivo totalmente remasterizado. Até o final do ano de 2014 poderemos incluir mais 5 ou 6 músicas inéditas ou uma versão de algum artista famoso. Isso vai rolar enquanto tiver capa. Ou seja, é bem limitado.




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vivo de novo!!

Hoje me deu vontade de atualizar a MINHA VIDA HC.

Muita coisa aconteceu desde o último post, como eu sempre digo: A vida é uma roda gigante!!

Empregos vieram e se foram, mas o melhor é que voltei a fazer o que mais gosto, tocar minha guitarra, fazer músicas e gravá-las. Esse ano de 2014 foi muito bom para isso, gravamos por conta própria (em casa) nosso quarto CD de estúdio, que vem com o bônus remasterizado do nosso CD Ao VIVO. Quer coisa melhor?

No início do ano de 2014, tentei juntar a galera de novo, mas o Baba já estava tocando com outra banda e o Edgard não tinha tempo nem para respirar por conta do trabalho na produção do MC Sapão. O jeito foi arrumar outros músicos, mais que isso, eu queria outros amigos tocando comigo.

Lembrei do meu velho amigo Cabelinho, meu parceiro de longa data da Taquara que tocou baixo no Pipos Quack Fujão uma banda que o Gralha (ex baterista do 8mm que morreu em um acidente de carro) teve nos anos 90. Na verdade o Cabelinho foi a minha primeira opção na época que montei a banda, pena que ele teve um imprevisto com trabalho e não pode entrar na banda, entrando o Edgard que nunca havia tocado baixo na vida. O que não foi problema algum, mas isso eu já falei em algum post lá atrás. Agora 14 anos depois ele está tendo uma nova oportunidade. Acredito que vai se dar muito bem, só depende dele. Como eu sempre digo pra ele: "Eu não cobro nada que eu sei que você não pode dar!!"

Voltamos a ensaiar como um trio, o Fabio estava mais em São Paulo do que no Rio por causa do trabalho. Por indicação do João do Djangos, apareceu o Leo Magdalena, ótimo baterista e fã de Sublime. O Leo foi aluno do João e morava perto da gente em Jacarepaguá, a empatia foi total. Fizemos alguns ensaios no estúdio Flames Records no Recreio, Eu, Cabelinho e o Leo, o som era bem cru, Punk Rock diretão na orelha, mas realmente faltava as "firulas" do Fabio. Nos últimos ensaios eu já senti que o Leo já não estava na mesma vibe do início e minha intuição não falha, ele falou que ia sair, porque não era muito o tipo de som que ele queria fazer. Vida que segue, a amizade continua.

Por intermédio do Edgard, apareceu o Daniel, que foi baterista do Silvertape. Já estava um tempo sem banda (o que era bom), e com muita vontade de tocar. Nisso o Fabio se juntou a nós de novo. Fizemos um teste como Daniel que mandou muito bem e se mostrou um cara comprometido e gente boa. Posso dizer que as coisas começaram a andar bem depois disso, gravamos o novo disco REI DA RUA que na minha humilde opinião, ficou bom pra caralho. É um discão de Punk Rock, muito bem gravado. E um ótimo resumo desse disco quem escreveu foi o Robertinho vocalista do Resquício, banda de Jacarepaguá. Olha a resenha dele.

Quando a crítica social encontra a delicadeza
Como incomoda ouvir Rei da rua, o novo CD do Oito Milímetros e como é bom ouvir Rei da rua, o novo CD do Oito Milímetros. Estranho? Mas é isso mesmo! Essa deliciosa contradição marca o retorno de uma das mais viscerais bandas da cena carioca. O incômodo se deve ao fato das músicas mexerem em nosso conforto, nosso senso comum e na falsa impressão de que tudo está no seu lugar. E são esses os mesmos motivos que fazem Rei da rua um CD bom de ouvir. Fundamental, diria.
O CD começa com “Briga de Galo”, que denuncia o bizarro entretenimento das rinhas de animais. Esse tipo de barbárie alimenta o duvidoso prazer de ver um dos rivais agonizar ensanguentado, às vezes até a morte. “Faça a sua parte, denuncie!”, nos convoca o vocalista Alemão. A segunda faixa é “Um lugar”, que tem um refrão joia demais: “Eu gosto de ver o nascer e o pôr do sol/ num lugar onde eu possa morar vivo andando nas ruas dessa cidade/ sem saber onde vou chegar”… É uma declaração de amor ao Brasil feita pelo inverso. Esbraveja indignação contra a miséria e a  decadência de um sistema que insiste em nos recusar o que há de mais básico: uma vida simples no nosso lugar.
“Cadáver Cucaracha” é uma ácida ironia sobre um tema que vem marcando as pautas da imprensa no Brasil: os crimes violentos que ocorrem no âmbito familiar. A triste história da baratinha assassinada é contada nos moldes sensacionalistas desse sádico voyerismo jornalístico. Como na velha máxima do “se sangrar vira manchete”, os dramas domésticos se tornam aperitivos da agenda noticiosa e a coitada cucaracha é mais um desses petiscos. No arranjo, o hardcore dá lugar para uma levada jazz que logo cai para o punk-metal. Variações vertiginosas como a trilha sonora de um thriller barato (sem trocadilhos).
“Rei da Rua” dá título ao CD e traz as memórias do tempo em que se vivem as delícias da infância.  Num momento em que as ruas passam a representar ameaça, hostilidade e medo, as lembranças dos pés descalços que erram o chute e perdem as unhas, do dedo cortado na linha de pipa, do corpo suado que corre sem camisa recuperam a imagem das ruas como espaço de sociabilidade. Uma época em que “era mais fácil ser criança”. A faixa “Pratique a paz” é um mantra! A mensagem é simples, e para ouvidos mais sensíveis chega a ser repetitiva, mas ela é mais que pertinente em um mundo ostensivamente ameaçado pela guerra. Repetir o óbvio se faz necessário: “Faça o que quiser não é nada demais/ Somente pratique a paz”. Pratiquemos todos.
“A ficha não cai” é uma das faixas mais delicadas do disco. Dedicada à memória de Alex Gralha, ex-baterista da banda, vítima da brutalidade do trânsito. A homenagem emociona mesmo aqueles que não conheceram o Alex. Nos últimos versos, a mensagem de esperança: “Já me disseram que é para não desanimar/Sei que vai estar no palco quando a festa começar!”. Para os amigos sempre há um lugar especial na vida, nos palcos, no coração. Bonito demais. Em “Preste atenção”, mais uma mensagem com forte carga subjetiva. “Quero te falar de mim/ Preste atenção”, diz o refrão. Os menos apressados que esperarem até o finalzinho da música vão se deliciar com o refrão à capela na doce voz da fofíssima Giulia, filhinha do Alemão.
“Soberba” é uma daquelas letras que tem o poder de falar para cada um de nós. Em algum momento da vida fazemos um balanço sobre nossos vícios e virtudes e, às vezes, as conclusões são lamentáveis: “vivi como um juiz, morrendo como um réu”, diz a letra. Cuidado com a soberba! Eis o recado. E quando parece que a viagem vai mergulhar no caldo da subjetividade, a verdade objetiva salta raivosa na sua cara. Essa é a mensagem de “Eu já conheço a verdade”, última faixa do álbum, uma porrada total. O papo é reto e deixa o recado: “Eu já conheço a verdade/ e é como faca penetrando no meu coração”.
Forte demais? Claro! É o Oito Milímetros em sua mais pura essência. Protesto e crítica, sem perder a delicadeza. Não dá para ficar parado. As músicas sacodem até mesmo os corpos e mentes mais sedentários. Por essas e outras repito: como incomoda ouvir Rei da rua, o novo CD do Oito Milímetros e como é bom ouvir Rei da rua, o novo CD do Oito Milímetros.
Mandou muito bem. Ele realmente ouviu e entendeu esse disco. Fizemos dois shows pouco antes do disco ficar pronto. O primeiro foi no Audio Rebel, foi aqueles shows de lavar a alma, por dois motivos. O primeiro porque eu não subia num palco a bem mais de um ano, e em segundo porque a minha filha mais velha Dominique estava aqui no Rio (ela mora em Santa Mônica, California) e me viu tocar. Essa tarde foi tudo perfeito. Esse é o vídeo de Infrene, uma das músicas que tocamos.
No mês seguinte, em Julho, tocamos no Ajuntamento das Tribos Sk8 Colaborativo, convidados pelo nosso querido amigo de longa data Ayrton. Eles são uma comunidade evangélica jovem e estão criando um espaço onde os jovens podem ter um maior contato com Deus e seus ensinamentos e de quebra podem curtir muito rock n roll e andar de skate. Esse show foi para arrecadar fundos para a construção da pista de skate que estão construindo nos fundos na igreja. Fico feliz de poder participar de ações como essa e colaborar de alguma forma para a construção de algo que vai ser muito bom para outras pessoas. Essas foram algumas fotos que o Alexandre e sua esposa tiraram do nosso show. E o melhor é ter o guitarrista do Biohazard curtindo a foto no Instagram. Essas coisas não tem preço.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

R.D.P e Circo Voador 30 anos

Esse show foi memorável, R.D.P no Circo Voador com abertura dos meus amigos do Serial Killer.

Nesse dia fui com o Bolinha guitarra do Serial, mas já estava com o nome na porta graças ao my brother André (Nitrominds) que estava na produção do Ratos. Pulseira... e entrada livre para o backstage. Fiquei muito amarradão de ver todas as formações do Ratos de Porão se revesando no palco e contando a história da banda em formato de show. E o melhor, tudo isso do palco. Os anos passam mas os caras continuam "cada dia mais sujos e agressivos". Estava o maior show família, o Gordo com as filhas, o Jão com filha que deve ter quase dois aninhos. Muito bacana.

O Serial Killer abril a noite com aquele HC old school mandado, essa volta dos caras aos palcos até me deixou mais motivado a continuar fazendo o que faço. Catinha tocou com a camisa do 8mm e era como se tivesse um pedaço da banda ali, fazendo parte de tudo aquilo. Se entrou pra história esse show eu também estava lá!

E foi isso, mais uma noite de hardcore e diversão. Como deve ser!





















Mais shows no Circo Voador

O tempo vai passando e cada vez mais vou tendo menos tempo pra fazer as coisas que realmente gosto. Essa rotina do dia a dia acaba com qualquer um. Mas mesmo assim consegui assistir shows que queria muito ver a muito tempo.

O primeiro foi o AGNOSTIC FRONT e H2O com abertura dos camaradas do PROL. Mais um evento comemorando os 30 anos de Circo Voador e também do AGNOSTIC FRONT.

Fiquei muito feliz por ter reencontrado pessoas que não a bastante tempo, relembrar velhas histórias e dar boas risadas. E ainda por cima jantar no Nova Capela as 3 da manhã um belo de um carré assado. Valeu Fabio Bolinha Barreto (Serial Killer), só você mesmo.

Todos os shows foram impecáveis, só clássicos. O clima estava bacana, com jeito de festa (punk) mesmo.












sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Liga hardcore do Rio de Janeiro

Dia 20 de Outubro de 2012 estamos de volta a Niterói, esperamos que como todos os outro shows esse também seja animal. Sempre que tocamos do outro lado da ponte o bagulho fica doido!!

Esse evento é especial por se tratar no nosso primeiro evento pela Liga HCRJ. Nos sentimos honrados por fazer parte desse movimento de união entra bandas de hardcore do estado do Rio de Janeiro.

Pela primeira vez vejo algo acontecendo de verdade, vejo bandas se unindo em prol de todos. Um divulgando o som do outro, compartilhando em redes sociais e incentivando a fazer mais e mais!

Por isso, bem vindo a LIGA HCRJ e que esse evento seja o primeiro de muitos que virão por aí!!

Força, respeito e paz sempre!!



Preparamos um total de 4 vídeos feitos no último ensaio. Esse é de AMERICANIZADO, editado pelo nosso baixista Ed Guimarães. Esperamos que vocês gostem e compartilhem com os amigos!!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mais um show!

Domingo dia 23 de setembro de 2012 estaremos tocando no evento PORRADA!!


Só para lembrar, que retomamos nosso material de merchandising e já temos novas camisetas!!

   

Esse show foi muito bom, mesmo não estando com a casa cheia. Voltamos a sentir prazer em tocar e encontrar os amigos para jogar conversa fora e rir uns dos outros. O som estava muito bom, e acho que os que estavam presentes conseguiram entender o que eu falava, e quando a mensagem é passada e entendida não tem preço. A casa é bem agradável, pequena, mas com uma estrutura bacana. Curtimos muito!! Tocamos todo o nosso setlist numa porrada só. Segue aí algumas fotos dessa noite bacana.


"Porrada!!! 23/09/2012 (Resenha por Feira Moderna Zine) Calabouço Heavy & Rock Bar (Vila Isabel, Rio de Janeiro/RJ) SERIAL KILLER – 8MM – MENORES ATOS Evento que já vem, fazem algumas edições, abrindo espaço para bandas do segmento HC & afins, o Porrada!!! tinha edição marcada para ontem, no Calabouço Heavy & Rock Bar, em Vila Isabel, bairro da Zona Norte carioca! Tarde nublada e uma chuva que teimava em não cair, por mais que ameaçasse. Uma parada estratégica na Universidade de Cerveja (cara), próximo ao local do show, pra acompanhar o final dos jogos das 16h do Brasileirão e vamos atrás do barulho! Devidamente bem recebido e acomodado no Calabouço (aliás, um lugar bem bacana), era hora de os trabalhos serem devidamente iniciados! Cerveja gelada e a preço justo! E aí sim, chegava a hora dos trabalhos no palco serem iniciados. A primeira banda a fazer barulho foi a 8mm. Banda das antigas e nome de respeito no underground carioca já fazem uns bons anos! Os caras fizeram um senhor show. “Arca de Noé”, “Terrorismo” e “Americanizado” foram pontos altos em uma apresentação irrepreensível! Hardcore redondo, certeiro e típico dos anos 1990! Ponto pros caras! Em seguida, a galera da Menores Atos, direto da Zona Oeste carioca tomou conta do palco. Ao que parece banda vinha de um iato de cinco anos. E voltaram com tudo! Som com influências claras de Hot Water Music, e outros nomes do Post HC do início dos anos dois mil. E pra liquidar a fatura, mais uma nome direto nos anos noventa! Serial Killer!!! Showzaço! Pancadaria do início ao fim! Tudo soou corretíssimo no no show dos caras! Até a entrevista com o 'Pedrinho Matador' (acho que era esse o nome da criatura!) na introdução do show! Lá pro final do set dos caras, “Seus Amigos”, som da banda que o Planet Hemp gravou, deu as caras no repertório! Não deu outra, né? Quem estava no lugar, cantou junto com os caras! Sempre bom poder conferir shows de bandas das antigas! É bacana notar como a rapaziada, mesmo depois de tanto tempo e das dificuldades comuns ao meio independente, ainda se mantém na ativa e com disposição tanto pra organizar quanto pra subir no palco e proporcionar domingos legais como este. E pra encerrar, fica a dica do Calabouço Heavy & Rock Bar: lugar bem bacana, visual nota dez e climão de casa de Rock! Vale a pena conhecer, ok? E foi isso. Abraços!"


domingo, 19 de agosto de 2012

Voltando ao Freak Show

Faz mais de um ano que não escrevo nada aqui. Muita coisa aconteceu nesse tempo, boas e ruins... mas como não estou aqui para falar de coisas ruins, vamos falar só de coisas boas. Retomei minha "terapia" chamada 8mm.

Acho que o tempo dos últimos posts foram o tempo que ficamos parados sem sequer ensaiar. Mas esse tempo acabou, os últimos 3 ensaios foram muito bons e a volta do Edgard no baixo deu um novo ânimo, se vê que o cara veste a camisa e ama essa banda. Espero que esse tempo tenha sido bom pra repensar as coisas. Somos um grupo e como tal devemos estar juntos! Fechados e pilhados, se não nada acontece.

Essa volta, marca os 12 anos de história da banda e nada como comemorar no evento que mais nos deu prazer em tocar FREAKSHOW. Que também comemora 12 anos desde o primeiro evento.

E para melhorar ainda mais, vai ser com o Jason que estão retomando os trabalhos aí em grande estilo, com o disco "obtuso" pedrada da melhor qualidade. Não deixa de ser um show de lançamento para eles.








Já o 8mm vem ensaiando um set list modificado e com duas novas músicas, "Loucos" e "Punho cerrado". É uma nova cara, dentro do HC porradão da banda. Optamos por não ficar correndo atrás de tantos shows!! Menos quantidade e muito mais qualidade. Pode ter certeza, se nosso nome estiver no evento é porque acreditamos que vai ser muito bom.

Hoje tento reprogramar minha mente, preciso somente focar no que eu quero e esquecer o que não quero para minha vida. É a lei da atração. É dificil, mas quando funciona causa um enorme prazer.

Bom, segue aí a foto da "nova" formação quase original!


Se você ainda não conhece o nosso trabalho pode baixar lá no TRAMA VIRTUAL. O Trama Virtual possui um sistema de patrocínio com relação as músicas baixadas em seu site. É grátis para o usuário e remunerado para o artista . Decidimos doar esta verba a uma instituição que cuida de crianças com câncer , A TUCCA .

A TUCCA - Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer que é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1998 por médicos, pais de pacientes e representantes da sociedade civil, com a proposta de elevar as taxas de cura e de melhorar a qualidade de vida de jovens carentes com câncer. Por isso quanto mais músicas baixar, mais será arrecadado para as crianças. Você está contribuindo sem meter a mão no bolso.

O nome TUCCA teve origem na expressão “Tumor Cerebral em Crianças e Adolescentes”, não mais utilizada pelo fato da TUCCA ter ampliado sua atuação para o tratamento de pacientes com todos os tipos de câncer da infância e adolescência.

Desde seu início, tem atuado no diagnóstico, tratamento e reabilitação e também na pesquisa e capacitação profissional, de forma a oferecer acompanhamento multidisciplinar, alem de exames e medicamentos de última geração, sem qualquer custo ao paciente e sem fila de espera.

Com mais de 1.500 jovens assistidos, a parceria da TUCCA com o serviço de oncologia pediátrica do Hospital Santa Marcelina alcança taxas de cura comparáveis aos principais centros de oncologia pediátrica da Europa e Estados Unidos. Este dado é especialmente relevante quando nos deparamos com o fato do câncer, nos países em desenvolvimento, matar mais crianças que a AIDS, Malária e Tuberculose juntos, sendo a segunda causa de morte infantil no Brasil, de acordo a Organização Mundial de Saúde.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Não há mal que dure para sempre!

18 de Março de 2011

Aniversário de 11 anos da minha filha Dominique. Eu tinha acabado de tomar a decisão de sair da loja de automóveis que eu estava trabalhando. As vendas estavam muito ruins e o mercado de automóveis completamente estagnado. Estávamos voltando de uma semana conturbada por causa do carnaval, e todo mundo sabe que o ano só começa mesmo depois do carnaval. Já não aguentava mais trabalhar naquele lugar, o patrão sempre atrasava o salário e quando pagava sempre dava um jeito de descontar alguma coisa do pagamento.

Aproveitei tudo e pedi pra sair, o Vinícius já me falava pra ir pra outra loja há muito tempo. Acabei aceitando a proposta e indo. Foi até bom, porque assim peguei uma grana e pude fazer uma coisa que me deu muito prazer. Comprei uma linda bicicleta pra Dominique de aniversário. Pude fazer por ela o que sempre sonhei que fizessem por mim. Meu sonho quando criança sempre foi ter uma bicicleta, perdi a conta de quantas cartinhas escrevi pra Caloi mas nunca enviei.

Todo Natal era a mesma expectativa, mas ela nunca veio, só fui ter bicicleta depois de grande, fazendo "escambo" com amigos, montei uma caloi cross toda ferrada que aos poucos fui ajeitando. Alguns amigos me sacaneavam falando que eu dormia com a bicicleta na cama. Hoje fecho um ciclo na minha vida, comprei pra minha filha uma linda bicicleta.

Inferno Astral, 27 de abril de 2011.


Definitivamente estou vivendo meu inferno astral. Saí de uma loja que eu chava que estava muito ruim, pra uma outra que é pior ainda. Me sinto angustiado, achei que poderia ganhar dinheiro vendendo mais carros, mas não, só estou tendo prejuízo.

Montamos um feirão no Mercadão de Jacarepaguá, levamos uns 90 carros pra lá, na segunda-feira depois do feirão, dia 11 de abril, pediram pra gente levar alguns carros de volta pra loja, me deram um GOL 2010 pra levar. Chegando perto da loja, uma VAN colidiu comigo arrancando o parachoque dianteiro do GOL e amassando toda a lateral da VAN. O cara tinha seguro para terceiros que cobriria meu pejuízo. Entramos num acordo de que ele assumiria o acidente no BRAT e "a loja" pagaria pelos reparos do carro dele que eram menores.

O dono da loja falou que isso não era problema dele, que descontaria de mim o prejuízo, sendo que eu não sou motorista e não sou pago pra levar carro de um lado para outro. E pra piorar a seguradora pediu pra enviar por e-mail o BRAT (boletim de ocorrência). Tirei pela internete e quando li quase caí pra trás, lá estava escrito que eu bati no carro do cara, nunca que vão cobrir o prejuízo do GOL. Estou muito desmotivado e com uma vontade enorme de pedir demissão. As vendas caíram muito e o mercado de automóveis semi-novos está praticamente parado, com essa alta nas taxas de juros que o Banco Central impôs pra conter a inflação. E pra piorar, meu casamento está uma merda, não consigo conversar com a Carol sem começar uma briga ou qualquer tipo de discursão. Estou me sentindo sozinho guardando isso tudo pra mim, sinceramente não sei o que fazer pra amenizar essa angústia. Essa é uma ótima hora pra eu ganhar na mega sena.

09 de Maio de 2011.

É, não ganhei na mega sena e ainda fui demitido e pra piorar minha esposa está querendo se separar, sinceramente não sei nem por onde começar. Minha vida está um caos total, além de ter sido demitido o dono da loja ainda quer que eu pague o concerto da VAN. Mas como vou pagar se fui demitido? Ele me tirou a única forma que eu tinha pra pagar as minhas contas.

Eu estou me sentindo exausto, as vezes me sinto num ring tomando porrada de todos os lados e os olhos já estão tão inchados que não consigo ver mais nada. Não sou Rock Balboa, mas preciso dar a volta por cima. Preciso reagir de alguma forma. Não tenho ânimo pra mais nada. Cancelei vários shows e confeço que não estou com um pingo de vontade de ensaiar, talvez isso seja um erro, porque me sinto mais calmo depois de uma boa seção de hardcore, nada como uns berros no microfone pra acalmar e ajudar a pensar melhor.

As vezes passam idéias muito ruins pela minha cabeça. Sabe a história do diabinho de um lado e o anjinho do outro? Pois é, é o tipo de coisa que nunca entrou na minha cabeça, assim como depressão, até sentir na pele e descobrir que não é frescura e sim uma doença que te derruba, e derruba mesmo. Só com muita força de vontade pra reagir, mas percebi que a depressão não se extingue, ela é um monstrinho que fica hibernando dentro de você, esperando um momento de descuido pra acordar e se fazer presente na sua vida.

A gente acha que é forte, mas na verdade somos muito frágeis. Eu via o avô da minha filha enfiado dentro de um quarto escuro de um apartamento de frente para o mar e não conseguia entender porque ele ficava naquela situação tendo um mundo inteiro lá fora com um dia maravilhoso de sol. É uma doença maldita, que destrói o homem.

20 de Maio de 2011.

Hoje aconteceu uma coisa que me fez perceber como sou. O nosso carro tem um sistema de bloqueio, um anti-furto, que não estava funcionando bem, eu andava alguns metros e ele estava bloqueando, me obrigando a encostar pra tentar desbloquear apertando o controle, e isso quase me custou o emprego. No dia da entrevista com o gerente geral da empresa onde me candidatei, o carro bloqueou na ida pra lá. O sentimento de raiva e frustração tomou conta de mim, e faltavam pouco mais de 10 minutos pra eu chegar na empresa que fica a uns 6 km da minha casa. Fiz de tudo e nada acontecia, em uma das tentativas resolvi virar de novo o carro e consegui. Corri pra lá e consegui fazer a entrevista.

Coloquei na minha cabeça que teria que arrancar fora todo aquele sistema de segurança pra não ter mais problema. E a solução era bem simples, só trocar uma simples bateria gasta do controle. Trocada a bateria que me custou R$5,00, tudo voltou a funcionar perfeitamente e passei a me sentir um idiota.

Tenho feito isso durante toda a minha vida, se uma coisa não funciona bem "corta o mal pela raíz". Se um relacionamento não vai bem, então é melhor terminar. Percebi isso só agora e acho que não é tarde demais pra mudar meu jeito de pensar e agir. Tenho lido muita coisa sobre a força do pensamento e lei da atração e cada vez tenho mais certeza de que tudo isso tem muito fundamento. O segredo do sucesso está em como nos sentimos. Se nos sentimos mal com alguma coisa, parece que teremos uma repetição das mesmas coisas que não queremos pra nossa vida. É um exercício difícil de praticar, mas quando dá certo causa um grande prazer. Hoje as coisas estão bem mais calmas e o trabalho está legal!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilema

Sexta feira, show do 8mm no espaço TNQ no Tanque, a espectativa era a melhor possível, vários amigos confirmaram presença, o lugar é legal... mas na hora alguma coisa estava estranha. Bateu um desânimo, nem vontade de tocar eu tinha e parece que a galera sente isso, e nem fomos tocar tão tarde assim. Ainda passamos pelo constrangimento de pedirem mais músicas e mesmo com 3 discos de músicas autorais não tivemos mais pra tocar por falta de ensaio. Saí de lá mais desanimado do que já estava. Acho que está chegando a hora de parar.

Quando uma boa noite do sono passa a ser melhor do que um show, tem algo errado. Quando estar em casa assistindo tv e brincando com as filhas é melhor do que estar em cima do palco, é porque realmente chegou a hora de parar. A banda já não me dá o prazer que dava. Antes, saía do show feliz e com uma sensação de dever cumprido eu me divertia com isso. Hoje me sinto como se perdesse alguma coisa a cada show.

Sempre penso nessa situação, e quanto mais eu penso, percebo que deveria superar essa fase e seguir em frente fazendo outra coisa, ou montando outra banda com outras pessoas, fazendo um outro tipo de som, sei lá. Acho que falta coragem pra bater o martelo.

Tenho vários amigos que pararam e ficaram com as boas lembranças e só. Vivo nesse dilema já a algum tempo e está me fazendo muito mal isso.

Vou dar tempo ao tempo e ver o que acontece!!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

8mm em Araruama

Fomos convidados pra tocar num evento em Araruama no dia 12 de Fevereiro de 2011. Uma ótima oportunidade pra descansar do trabalho estressante da semana. Partimos pra Araruama às 16:30. Ficamos (Eu e Baba) na casa do meu irmão, o Fabio alugou um quarto numa pousada pra ficar com a mulher dele. O evento ATRASOU MUITO, só fomos tocar às 3:30 da manhã. Muito cansativo esperar tanto tempo já que o evento estava marcado pra começar ás 20:00. O som estava bem ruim tambem, mas valeu ter reencontrado velhos amigos, Bolinho (Copos Sujos), Alan (Na Espinha Produções), toda a galera do Solstício, e alguns novos amigos que acabamos fazendo pela internet. As vezes fico pensando se deveria escrever certas coisas, mas sempre chego a conclusão que não vale a pena fingir que nada aconteceu. É bem complicado você gastar uma grana forte com gasolina, pedágios e alimentação, pra tocar num lugar que tem um som muito ruim e está completamente desorganizado. Esperar 8 horas pra tocar não dá. Ou estou errado de ficar chateado? O lema é diversão, mas assim fica difícil. Se você quer organizar show, não pense só em você, RESPEITE as bandas. E muito obrigado pra quem ficou até às 4 horas da manhã pra nos ver tocar!! Isso não tem preço!!








domingo, 23 de janeiro de 2011

Pancadaria e delegacia.

Ontem foi um dia stressante, depois de trabalhar o dia inteiro de um sábado num calor animal fui parar na delegacia, por conta de uma pancadaria entre vizinhos no meu condomínio. Até as 4 da manhã tendo que trabalhar no domingo.

Isso me faz refletir sobre a condição "humana", até onde vai o (des)respeito? Até onde vai a (in)justiça? Como pode um cara infernizar a vida de todos os moradores com som alto, deboches e ofensas e simplesmente ficar impune? Não acontece nada com ele, mesmo indo parar várias vezes na delegacia ele continua afrontando e desrespeitando as pessoas, principalmente as mulheres. E foi o que aconteceu ontem, a coisa transbordou.

Do que adianta enfiar a porrada num cara desses, se quando chega na delegacia o errado é você. O que fazer numa situação onde a própria polícia fala que não vai dar em nada?

Que mundo é esse, onde o que prevalece é a falta de carater? O que leva uma outra pessoa se aliar a um traste desses? São muitas perguntas, sem respostas. Mas no fundo desejamos que tudo se resolva, de um jeito ou de outro.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Release 2011



Hardcore com melodias fortes, letras que abordam temas do cotidiano... sentimentos de revolta!! Em 2000 começaram os ensaios, e logo em seguida, vieram muitos shows pelo Brasil e exterior (Europa). Na tour de lançamento do primeiro CD (Simplesmente Simples) foram 15 shows em 28 dias pela Alemanha e República Tcheca. Depois de muita batalha, vitórias e perdas sai o útimo CD, "Onde mora a justiça?" o quarto da carreira, e já está sendo apontado como um dos melhores discos de Hardcore, já lançado no cenário independente. Gravado no estúdio SUPERFUZZ, mixado no estúdio BOOMBOX por Pedro Garcia e produzido por Fabio Alemão.

Participação no "EMSCHERKURVE 77 VS 8MM SPLIT 5INCH" de aniversário da Plastic Bomb (maior revista underground da Alemanha) em vinil colorido 5 polegadas, formato raríssimo no Brasil e Coletâneas de edição: Plastic Bomb & Moloko Plus. Entrevista para Plastic Bomb edição de dezembro.

E muitas outras coletâneas pelo Brasil!

Após algumas mudanças de integrantes o 8mm firmou o que se confirma como a melhor formação da banda, um power trio com muita força e energia. Alemão que antes só cantava assumiu o baixo, seu instrumento de origem, Fabio Garcia na guitarra e André Baba na bateria. Veja ao vivo e confirme!

Notas na imprensa:

"Com melodias bem sacadas, porém ainda mais agressivas, raivosas e muito personalizadas, a banda já está em seu quarto disco, centro desta resenha, ‘Onde Mora a Justiça?’. É um aviso aos mais incautos: quem acredita que bandas como CHARLIE BROWN JR. e RAIMUNDOS são do estilo, peço que conheçam o trabalho dessa banda e vejam o que é o estilo em sua mais pura essência. Então, já sabem o que os aguarda. O lado sonoro é um autêntico soco na cara, pois é limpa e bem cuidada, já que cada instrumento pode ser ouvido em seu devido lugar. A sonoridade prioriza a agressividade de tal forma, que já pode ter uma ideia do que é um show desses rapazes!"

(Site Whiplash)

"Punk-metal-hardcore caótico e de protesto ao aquecimento global, à poluição e ao crescimento desenfreado das grandes cidades. "Não, não adianta chorar, a Arca de Noé não vai te salvar..." canta o refrão do hino punk.Os caras sabem muito bem o que estão falando e o que estão tocando. Lançaram recentemente o álbum "Onde mora a justiça?" que pode ser baixado na Trama Virtual. Já tocaram na gringa e seu álbum é considerado um dos mais importantes álbuns de hardcore dos últimos tempos."

(Karen Koltrene Radio)

"O 8mm é uma daquelas poucas bandas que continuam firmes, mesmo depois de 10 anos de estrada. Desde o lançamento do primeiro CD 'Simplesmente Simples' em 2001 lançado pela Universal Music e divulgado primeiro na Europa numa turnê de 28 dias e 15 shows. Em 2006 lançaram 'Mucho Gusto' e no início de 2010 o ótimo Onde mora a justiça?.

É uma pedrada atrás da outra, já na primeira faixa mostram bem quais as intenções, "A arca de Noé" chega a arrepiar os pelos da nuca. O legal desse CD são as faixas emendadas, não dá nem pra respirar. Hardcore curto e direto, nota-se uma preocupação com as letras, muito bem escritas e sem nenhum rodeio, eles vão com dedo na ferida sem o menor pudor. O 8mm é uma banda que agrega várias influências e isso dá uma caracteristica própria e uma identidade única a banda. "Sk8core", "Filho da puta", "Linha de frente", são destaques nesse disco que não pode faltar no aparelho dos amantes do bom hardcore. Confira!"

(PUNKnet)

"Banda carioca na estrada desde 2000. Na bagagem Alemanha e República Tcheca, a banda Oito milímetros faz um Hardcore pesado com letras que nos incentivam a pensar e dizem verdades que poucas bandas tem coragem."

(Blog do Neto)

Escute as músicas no nosso MYSPACE.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jello Biafra / Pennywise

Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2010 terça feira, Teatro Odisséia na Lapa.

Depois de trabalhar o dia todo confesso que não estava muito animado em sair no meio da semana tendo que trabalhar 12 horas no dia seguinte. Depois de falar com vários amigos pelo telefone durante o dia fiquei mais empolgado de ir assistir ao show do lendário Jello Biafra, ex vocalista do Dead Kennedys, uma das minhas bandas de punk hardcore favoritas. Cresci ouvindo bandas como a desse cara, não podia deixar passar essa oportunidade, afinal, já tinha perdido o Ratos de Porão no domingo por falta de comunicação.

Encontrei o Tatá no Downtown às 19 horas, comi um sanduiche e partimos pra Lapa pelo alto da Boa Vista, o trânsito estava muito bom chegamos rápido. É foda porque depois que me casei, minha vida social no circuito underground deu uma boa parada. Já na entrada do "Arco Íris" (calma, quem é do Rio de Janeiro sabe do que estou falando, não é nenhuma casa gay é um clássico barzinho que fica ao lado do Teatro). Chegando já fui recepcionado com o comentário do Bolinho (Copos Sujos). "- Caraca, o cemitério deve estar vazio, só tem dinossauro aqui hoje!" Foi bom rever os amigos das antigas e nesso show o que mais tinha era isso, velhos amigos. Me senti o verdadeiro "AVATAR" depois do comentário do Marcos Bragatto. "Até que enfim em carne e osso, só vejo a sua foto no facebook!" (risos) É, estou precisando mesmo sair da caverna de vez em quando.

Jello Biafra é realmente um showman, sua performance e sua postura no palco é uma coisa absurda e contagiante. Muitas pessoas ali estavam pra ver e ouvir músicas do Dead Kennedys e quando isso acontecia a casa vinha a baixo, uma imagem que vai demorar pra sair da minha cabeça foi quando o baterista começou a puxar no surdo, seguido pelo baixo o que seria California Über Alles. Parecia o caldeirão do diabo, pessoas amontoadas, pra quem via lá de cima era exatamente o que parecia.

Valeu muito ter ido assistir esse show. Cerveja, amigos e hardcore! Que venha agora o Pennywise no dia 04 de Dezembro no Circo Voador.



Pennywise no Circo Voador só podia ser bom. Cheguei no Circo em cima do laço, o André Nitrominds colocou meu nome na porta, só deu tempo de retirar meu ingresso na bilheteria e já rolavam os primeiro acordes do Nitrominds. O show foi muito bom, a galera curtiu muito os shows dos meus amigos.


Minutos depois subiram os gringos. Essa é minha banda favorita desde moleque. Eu não tinha assistido os outros shows que eles fizeram por aqui anos atrás. Ainda tinha o agravante de ser com outro vocalista, confesso que o tal Jim Lindberg não fez a menor falta. O cara que entrou no lugar dele Zoli Teglas (vocalista do Ignite) estava muito pilhado e amarradão em estar ali, resumindo... foi bom pra caralho o show!!

As imagens falam mais que as palavras!!


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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Show com o Musica Diablo

Depois desse show do Hangar 110 não fizemos muita coisa relevante, somente alguns pequenos shows em pequenas casas no Rio de Janeiro. Enquanto estávamos na casa do André Nitrominds ele me mostrou algumas músicas ainda sem vocal de um projeto que ele estava organizando. A idéia era fazer um Thrash Metal como nos anos 80, cru e diretão.

O que veio a se tornar depois o Musica Diablo, agora com Derrick Green vocalista do Sepultura. Nessa época o Breno já não fazia mais parte do 8mm e no seu lugar entrou o Paulinho, um amigo de longa data. Em agosto de 2010 fizemos um show no HEAVY DUTY bar, na lendária Rua Ceará, na praça da Bandeira. O show estava bem vazio, mas nos rendeu mais na frente a abertura no Mello Tênis Clube do show do Musica Diablo.



Esse foi o segundo show com o Paulinho no baixo, fizemos bem o dever de casa, o show foi redondo, o entrosamento foi rápido.





As vendas do cd estão muito fracas, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, sinceramento acho muito difícil a gente gravar um disco inteiro de novo. Estamos pra fechar um esquema que parece ser muito bom, com uma produtora de São Paulo, que um grande amigo está montando, mas hoje em dia é pé no chão, procuro não criar muita espectativa.

Dia 22 de Outubro comemoramos 10 anos de estrada num show em Jacarepaguá. Espaço TNQ no Tanque, já fazia um tempão que não tocávamos em JPA e foi muito legal, a galera curtiu muito o show!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Voltando ao Hangar 110

Fomos convidados pelo André (Nitrominds) pra abrir o show de lançamento do CD que eles estavam lançando no Hangar 110. Já tínhamos tocado lá numa outra ocasião com o "Noção de nada", mas o show tinha sido bem caído, e esse prometia. Alugamos um celta 1.0 e partimos pra São Paulo, 5 cabeças dentro de um celta rumo a Sampa. Chegamos lá o tempo estava virando, e prometia muita chuva. O legal dessas viagens é sempre rever os amigos. Fomos a primeira banda a subir no palco, fizemos o nosso clássico show "pirú de anão" curto e grosso!

Logo depois veio o Agrotóxico com um som pesadão, punkão nervoso, eu ainda não tinha visto ao vivo e me surpreendeu. Quem fechou a noite foram nossos amigos do Nitrominds, show impecável e muita energia. O Edu (baterista) é show à parte, muito veloz e preciso.

A gente estava no camarim, bebendo cerveja e trocando idéia, me dei conta que estava num pico onde todas as bandas underground querem tocar, com meus camaradas, mais o Jão guitarra do R.D.P. Um cara que sou fã desde moleque.

Depois do show fomos dormir na casa do André (Nitrominds), lá ele mostrou as bases que tinha gravado num projeto novo que ele estava montando, não tinha nem vocal. As bases eram de Thrash Metal dos anos 80, cheio de riffs... No dia seguinte um domingo tinha mais um show no Hocus Pocus em São José dos Campos. Lugar bacana, galera bem receptiva, muito bom. Fizemos um bate e volta, saímos de lá direto para o Rio, 4 horas de viagem e chegamos no bagaço, mas de alma lavada.

sábado, 31 de julho de 2010

Mais mudanças

O tempo passava rápido e alguns integrantes já não estavam com a mesma pegada, o que é bem normal. A banda ia parando, parando, e ninguém fazia nada pra mudar aquela situação. Falei com Fabio que a banda ia acabar, e que eu não estava mais afim de correr atrás de tudo sozinho. Decidi por um FIM no 8mm e montar uma outra banda.

Juntei uma galera pra fazer um som, o nome da banda seria SK8CORE. Formação: Eu no vocal e guitarra, Bruno na bateria, Zé na guitarra e Júnior no baixo. Fizemos alguns ensaios, mas não havia muito sentido naquilo. Montar outra banda, começar do zero, quando tínhamos todo um repertório pronto, discos lançados e uma turnê na Europa na bagagem, era até burrice da minha parte.

O Júnior não ficou na banda e o Baba entrou no lugar do Bruno na bateria, o Zé foi tocar baixo e o Fabio com a guitarra. Assim continuava o 8mm, com nova formação e gás renovado! Marcamos um show no Audio Rebel (RJ), quando subimos no palco, lá fora jogaram um coquetel molotov no portão. Quando íamos dar o primeiro acorde, entra o Pedro um dos donos da casa correndo pedindo pra desligar tudo que a polícia estava chegando. Coisas do underground, só nos restou ir para o bar beber!














Esse foi o primeiro show do Baba na bateria do 8mm.

Fizemos bastante shows com essa formação. Depois de um ano e alguns meses o Davi assumiu o baixo e o Zé foi tocar guitarra. Já não me lembro porque o Zé saiu da banda e o Davi estava tatuando direto e não tinha mais tempo de ensaiar e fazer shows. Foi por indicação do Zé que apareceu o Breno pra tocar baixo e parecia que tínhamos firmado uma boa base com o Baba, o Fabio e Eu.





O Breno entrou pra banda, se não me falha a memória em 2008. Era sangue novo, cheio de vontade de tocar e marcar shows, começou a colecionar baixos, tinha um mais foda que o outro! Entramos num rítimo de ensaios forte, um disco novo estava quase todo escrito e a cara da banda estava mudando. Decidimos baixar a afinação e tocar mais pesado, seguindo uma linha de hardcore NY...

Ótimo evento, ótimo local, mas...

Tem coisas que eu não entendo, nos convidaram pra tocar nesse evento FACTORY. O organizador fez uma bela divulgação, a festa prometia... mas no dia ficou bem vazio. Uma estrutura legal pras bandas, dois ambientes, grafiteiros... Mas era no Rio de Janeiro na lona da Ilha Governador, se essa festa tivesse acontecido em SP, com certeza a história seria outra.


Foto do show na lona cultural Renato Russo na Ilha , festa Factory.



Teatro Suassuna na Barra da Tijuca, Sarau de um colégio que não lembro o nome. Nos convidaram pra participar desse evento, e confesso que fiquei um tanto inclinado a recusar o convite, só tocaram bandas de moleques e o público na grande maioria seria de pais, avós, tios... e o nosso som nunca esteve tão pesado, e definitivamente, não era o público que gostamos de encarar.

Esse foi um show que me surpreedeu, tanto pela qualidade do som e estrutura, quanto pela receptividade das pessoas que estavam lá, vendemos muitas camisas e cd's. Antes de começar a barulheira, tentei explicar para os "leigos" qual era a proposta da banda. Que pra quem nunca tinha visto um show de hardcore aquela seria uma boa oportunidade, e que tudo que era falado nas letras, inclusive os palavrões não era gratuito. Que a gente só falava o que muitos ali tinham vontade de gritar, num momento de raiva. No intervalo de cada música eu via nos rostos de muitos pais a cumplicidade que eu tanto queria. E os aplausos vieram, eu acho que foram os aplausos mais sinceros que recebemos.

Os comprimetos no fim do show fecharam com chave de ouro uma noite muito inusitada!



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domingo, 14 de março de 2010

Memórias.

[Devido a falta de tempo por causa do meu trabalho, está bem difícil atualizar sempre esse blog, por incrível que pareça, quanto mais eu chego perto dos dias de hoje, mais fica difícil de lembrar as coisas. Foram muitas histórias, muitas aventuras. Acabei de abrir uma cerveja estúpidamente gelada, e vou tentar lembrar de coisas que fizeram parte da minha vida e que vou guardar pra sempre no meu coração. Sejam bem vindos!]



No dia 12 de Maio de 2002 fomos convidados pra tocar num dos melhores eventos realizados em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Uma ótima estruta e as bandas tratadas com muito respeito. O Freak Show deixou saudades, é uma pena que tenha acabado. Era um evento que juntava facilmente de 2 a 3 mil pessoas por evento. Um ótimo palco com iluminação profissional. Ficava fácil fazer um bom show!! Nesse show tocamos com a banda Mandril, que tinha no vocal o "famoso" Piu Piu. Esse rapaz era ou ainda é, sei lá, adépto da urinoterapia. Bebia mijo mesmo, quentinho saído direto da fonte. Nesse evento ele encheu um copo de urina durante o show, na frente de todo mundo, e bebeu tudo sem deixar uma gota se quer. O legal era ver a cara de nojo do público. No final do show perguntei porque ela fazia aquilo. Ele tentou dar a explicação, mas não convenceu. Aí, fiz outra pergunta.

- Você já parou pra pensar, que se seu organismo está jogando fora é porque não presta?

Ele ficou me olhando com a cara de quem não tem uma resposa plausível. Mas fora isso é um cara muito gente boa (risos)

Nesse mesmo show, apareceram 3 meninas que estavam fazendo a alegria da rapaziada, elas estavam sempre dando beijinhos na boca entre elas. Alguém colocou as três no palco durante o show do Mandril e depois que o Piu Piu bebeu o xixi, quis dar bitoca nas meninas, elas fugiram é claro. No camarim o assédio continuou, tava todo mundo doido pra dar beijinhos triplos ou quadruplos nas três ninfetas. Pedi e ganhei, o guitarrista do Mandril pediu e NÃO ganhou. (risos)

Acho que por isso ele ficou chateado e fez o que melhor sabe fazer, inventar histórias. História essa, que gerou um grande mal estar. O cara teve a cara de pau de inventar que eu tinha beijado o organizador do evento, e espalhou pra todo mundo isso, a ponto do oraganizador do evento me perguntar porque EU inventei aquela história. Enfim, tive que contar a outra invenção desse rapaz pra que ele entendesse que quem invendou toda essa história foi guitarrista do Mandril.

O Jason tinha saído em turnê pela Europa, e no final o baterista não voltou com o resto da banda, pronto. Foi o suficiente para nosso amigo "Monteiro Lobato" inventar que o baterista do Jason conheceu um travesti, se apaixonou e ficou por lá. E a verdade era que ele havia conhecido uma espanhola que convidou ele pra passar uma temporada com ela. Resumindo, o cara é pior que Forrest Gump.

Não lembro o nome do fotógrafo, mas ele foi muito feliz nessa foto. Na foto ele conseguiu pegar exatamente o momento em que estou na ar com a guitarra. Essa foto virou capa de cd e cartazes.




No ano seguinte, fomos convidados pra fazer um pocket show na FNAC do Barra Shopping/RJ. Foi uma experiência um tanto inusitada! O Rodrigo já estava na banda, e a FNAC é uma livraria que vende cd's, ou seria o contrário? Não importa. Falaram que deveríamos fazer um show curto e que não poderíamos tocar "tão alto". Só que isso é uma missão quase impossível pra gente, não porque fazemos por querer, mas quando percebemos o som já está no talo. E pra piorar, eu resolvi tocar guitarra também! Eram 3 guitarras berrando, num pequeno palco dentro de um café de uma livraria. Os velhinhos que costumavam tomar seus cafezinhos lendo suas revistas, não conseguiam se concentrar, e a molecada começou a agitar no recinto deixando os seguranças doidos, foi muito legal.



Tomei tanto choque na boca, por estar tocando a guitarra que tive que largar minha putinha (apelido carinhoso da minha Epiphone). Esse dia foi bem divertido.





Com o disco nas lojas, convidei o Gustavo Caldas que já havia feito o clipe de P.N.C. na época que eu estava no Cabeçudos. Além de ser um ótimo diretor, virou um grande amigo. Ele deu a idéia de fazer o vídeo com fotografias (motion picture) e ficou muito bom. Esse clipe passou algumas vezes na MTV, mas como não tinha um jabá da gravadora, não deu em nada. É bem estranho passar na rua e se ver na TV dentro de uma loja de eletrodomésticos. Um cara que ajudou muito a gente nessa época foi o Leandro, dono do estúdio ELAM. Foi ele que emprestou todo o equipamento usado na gravação do clipe, e o Tatá um outro grande brother foi quem levou tudo na sua super Dakota.






Essas fotos foram do show de lançamento do nosso disco ao vivo no ELAM, estúdio onde tudo começou. O Leandro convidou a gente pra fechar a noite num evento beneficente, pra ação da cidadania, onde foram recolhidos mais de uma tonelada de alimentos. Aproveitamos pra fazer o show de lançamento do CD ao vivo, gravado lá mesmo.



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